Morrer de rir?
O envelhecimento escancara a noção de finitude e o humor não elimina a morte, mas impede que ela monopolize a conversa Jornalista e escritor fala sobre o envelhecimento. (Fonte: Divulgação) ARTIGO | Sergio Riede é jornalista, bancário aposentado e autor do livro “ Ninguém solta a alça do caixão de ninguém ” Desde muito cedo as pessoas recebem a informação de que vão morrer um dia. Mas a grande maioria vive como se a morte fosse apenas uma possibilidade. E bem distante. Luis Fernando Verissimo já brincava com isso: “Vou morrer sem realizar o meu grande sonho: não morrer nunca”. Para muita gente, velhas são as pessoas com 20 anos a mais do que elas. Mas, com o passar do tempo, é inexorável que as rodas de conversa ganhem novos assuntos. Futebol, maquiagem, política, trabalho, filhos, vinhos e viagens continuam em cena. Mas ganham a companhia de colesterol , glicemia , nomes de remédios, dores pelo corpo, esquecimentos, indicações de médicos e de farmácias. De repente, percebe-se que ...